Grandes, grandes esperanças

Alguns dizem que boas histórias atingem o que há de mais humano em nós e devem ser universais e atemporais. Outros dizem que elas devem sempre surpreender os espectadores e seduzi-los até o fim. Já ouvi também que não se deve tentar agradar a todos ao contar uma história.  Há várias opiniões e teorias sobre o que é e como deve ser uma narrativa e como ela deve ser contada.  As opiniões e teorias tornam-se ainda mais diversas quando se trata da adaptação de um romance para o cinema.

Grandes Esperanças (Great Expectations) de Charles Dickens é um clássico e, portanto, considerado por muitos uma grande história. Publicado pela primeira vez em 1861, o romance gira em torno do órfão Pip e de como ele recebeu uma fortuna de um benfeitor misterioso que quer ajudá-lo a tornar-se um cavalheiro. Paralelamente mostra também a excêntrica Miss Havisham, que foi abandonada no altar quando jovem e desde então decidiu se vingar de todos os homens através de sua filha adotiva Estella.

É uma história humana em sua essência, especialmente porque nos leva a acompanhar a vida do protagonista Pip desde criança até a idade adulta, enquanto convivemos junto com ele com personagens densos e misteriosos. As tais grandes esperanças do título do romance não são apenas de Pip, mas também refletem algo que de alguma forma todos queremos, seja a revelação de um segredo, seja ter uma vida melhor, seja perdoar ou ser perdoado. Rancor, ambição, indiferença, gratidão, culpa, mágoa, imprudência e bondade estão em todos os seres humanos em alguma proporção.

Ilustração de H. M. Brock para a edição de 1901

Várias adaptações para o cinema e para a TV foram feitas, desde a época do cinema mudo. Há a versão mais celebrada e até considerada por muitos uma das melhores adaptações para o cinema, feita em 1947 e dirigida por David Lean. Chegaram até a tentar trazer Grandes Esperanças para os dias atuais no fraquíssimo filme de 1998. Mas, como vivemos na era do remake e nada se cria e tudo se refaz com mais tecnologia, mais uma adaptação do clássico de Dickens está em fase de pós-produção e será lançada no final do ano na Europa e no ano que vem nos Estados Unidos:

Apesar de ter gostado muito da série da BBC feita no ano passado, que teve Gillian Anderson no papel da eterna noiva Miss Havisham, achei MUITO boa a escolha da esquisita Helena Bonham Carter para esse papel no filme. Estou muito curiosa para vê-la vivendo essa, que é uma das personagens que mais me inquietaram na vida.

 

Fonte: Filmofilia

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