Escrever um livro é apaixonar-se

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Eu sempre quis escrever um livro. Desde criança eu escrevia e inventava coisas e, em muitos momentos, eu me escondia dentro de algum lugar na minha imaginação. Acontece que eu sempre achei, até bem pouco tempo atrás, que pra criar uma história de verdade, do zero, eu precisava estar pronta. Mas aí, cada vez mais, a vida me mostrou que não existe exatamente isso de “estar pronta”.

Neste ano eu procurava por uma história de amor para ler. Demorei a encontrar alguma que fosse exatamente o que eu queria. Até que eu pensei: vou escrever uma história que eu gostaria de ler. E essa afirmação é tão simples quanto maravilhosa. Tenho certeza que é assim que nascem as grandes criações. Alguém que quer fazer algo que ama e oferecer isso ao mundo. Assim, eu vi que “estar pronta” de verdade é dar o primeiro passo. Mesmo que com medo, insegurança ou inexperiência, é importante começar, e começar logo. Assim, bem devagar, comecei a criar coragem e primeiro imaginar e depois começar a trabalhar para escrever a história de amor que eu estava procurando.

Sim, trabalhar. Um dos grandes empecilhos que eu inventava era que era preciso ter 100% de tempo livre para escrever. Não é assim. Seria bom, mas não é. Acho até que ter outras atividades faz com que a escrita criativa seja nutrida por várias influências na vida. Também percebi que é importante entender o meu jeito pessoal de criar. Por isso, estou descobrindo meu método e vi que sem disciplina e organização eu não conseguiria fazer algo que me agradasse. Frequência, estudo e dedicação têm sido meus maiores aliados.

E isso é tão importante quanto a outra parte, que é a mais legal de todas: apaixonar-se. Há uma frase de Mavis Gallant que tem se mostrado muito verdadeira para mim: “Escrever é como um caso de amor. O começo é a melhor parte”. A sensação que tenho agora é exatamente essa, de paixão recente, encantamento. E sei que vou viver todas as emoções ao longo do livro e imagino que ao final terei que sofrer a dor da perda. Mesmo sabendo de tudo isso, sei que esses sentimentos preenchem um espaço em mim que estava guardado só para eles. Um espaço que esperou a vida inteira para ser preenchido.

Mas escrever para quem?

Pode parecer egoísta, e é um pouco: estou escrevendo, em primeiro lugar, para mim. Porque eu merecia sentir todo esse amor e viver essa experiência de criar algo feito de pequenas partes de mim e de coisas que eu amo. Recentemente tenho lido quase todos os dias o poema So you want to be a writer, de Charles Bukowski. E ele nunca fez tanto sentido para mim quanto agora:

” don’t be like so many writers,
don’t be like so many thousands of
people who call themselves writers,
don’t be dull and boring and
pretentious, don’t be consumed with self-love.
the libraries of the world have
yawned themselves to
sleep
over your kind.
don’t add to that.
don’t do it.”

Uma das coisas que atava minhas mãos era pensar em fatores externos que eu nunca poderia controlar, como, por exemplo, qual seria o destino daquilo que eu escrevesse. Eu tenho certeza que pensava do jeito errado. Assim como qualquer outra forma de arte, se a escrita sai do lugar certo de dentro de você, se é feita com sinceridade absoluta, se nela há todo o sentimento que você pode oferecer e é feita com seu trabalho e dedicação, o resto são detalhes.

Em um dos audiobooks que ouvi de um de meus comediantes e pensadores favoritos, George Carlin, ele falou sobre o início de sua carreira. Ele disse que o que o motivava de verdade não eram grandes plateias ou a fama. Se houvesse apenas uma pessoa para quem ele falasse suas ideias e aquilo fizesse a diferença, ele já ganharia algo muito valioso e teria motivação para continuar escrevendo e se apresentando. E é isso: se ao menos uma pessoa puder sentir ou absorver algo que venha do que eu estou criando com tanto amor, eu já serei muito feliz. Já estou sendo, na verdade.

E o livro?

Por ora falarei pouco dele. Deixarei aqui o link de Obtuso no Wattpad. Ah, e também criei uma playlist no Spotify com músicas que me inspiram a escrever essa história de amor =)

Ficarei muito feliz se mais leitores me acompanharem nesse caminho. E agradeço muito a quem já está me acompanhando com apoio, carinho e palavras de incentivo. Vocês sabem quem são e eu amo vocês. A história está só começando e eu estou apaixonada ♥

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Sobre balbiemadeleine

Inventora e aprimoradora de nomes de cidades imaginárias do interior do Brasil. Se você quer criar uma cidade e não faz ideia de como ela deve se chamar, chegou ao lugar certo. Oferecemos desconto para pacotes acima de 5 cidades, desde que com menos de 10.000 habitantes.
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2 respostas para Escrever um livro é apaixonar-se

  1. Bibi disse:

    Balbs, ver as pessoas realizarem seus sonhos é uma das coisas mais maravilhosas de se ver nesse mundo. Me inspira muito e me alegra demais tambem! Pode ter certeza que vamos sim te acompanhar por esta história, não apenas pq vc é nossa amiga linda e não apenas por ser importante pra vc, mas pq a história já está se revelando maravilhosa! Como é fácil gostar de coisa boa! Boa sorte e vamos engatar esse UNÃO!!!!

  2. fockyz disse:

    Vai fundo! (:
    Tenho certeza de quem você tem capacidade de fazer uma grande obra. Só falta acreditar em você e seguir com esta dedicação que tem mostrado.

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